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sábado, 7 de abril de 2012

Conheça a trilha sonora para aliviar a dor

 

Especialista em musicoterapia sugere canções para ajudar no tratamento dos sintomas doloridos


Fernanda Aranda, iG São Paulo |


Foto: Thinkstock/Getty Images Ampliar
As músicas que ajudam a aliviar a dor

A pesquisadora Eliseth Leão, enfermeira e musicoterapeuta, pesquisa há 15 anos os efeitos da música no tratamento da dor.


Em seu doutorado defendido na Universidade de São Paulo (USP), ela pesquisou a obra do compositor de música clássica Richard Wagner. Encontrou nas partituras do autor alemão um importante auxílio para as mulheres sofredoras de fibromialgia – um tipo de dor majoritariamente feminino, caracterizada por diagnóstico e tratamento difíceis.

“Estudamos 90 mulheres que sofriam cronicamente de dor e elas escutaram músicas de Wagner (em média 40 minutos). Aferimos a intensidade antes e depois das audições, por meio de escalas numéricas”, conta. “A redução da dor e a sensação de alívio foi impressionante”, afirma a pesquisadora.


Segundo Eliseth, o mecanismo que faz da música um “analgésico natural” é simples: enquanto escutam, as pessoas acionam algumas memórias e fazem associações com imagens que têm efeito terapêutico. A estrutura musical ajuda na liberação do hormônio endorfina, ligado ao bem-estar.


“O curioso é que para ter este efeito benéfico, nem sempre a associação com a música precisa remeter a pensamentos positivos”, fala Eliseth Leão.

Na pesquisa sobre a obra de Wagner, a maior parte das pacientes lembrou, com as músicas, de mortes na família, catástrofes e acidentes, associações seguidas por um alívio. Já quando escutavam Luiz Gonzaga ou Tom Jobim – outros autores com efeitos terapêuticos, nas palavras de Eliseth – os pacientes de dor crônica também apresentaram benefícios, mas com associações de passagens boas da vida, praias paradisíacas, luzes coloridas.

“As melodias, as letras, as lembranças trazidas com os sons, sejam boas ou más, podem ajudar os pacientes a encontrar qual foi o ponto de partida do desequilíbrio que provoca as dores (na cabeça, nas costas ou em qualquer outra parte do corpo)”, explica a especialista.

“Para isso, basta escutar a música, ouvindo as letras, as notas musicais, respirando fundo, como se aquele fosse um momento só seu”, ensina. Com base em seus estudos, a enfermeira consegue indicar o playlist que mais ajuda neste processo terapêutico e analgésico contra a dor. Confira:

domingo, 22 de janeiro de 2012

12 coisas que seu treinador gostaria que você soubesse

 

Entre elas estão: abdominais não diminuem a barriga, treinar em jejum não ajuda a emagrecer e resultado é sinônimo de disciplina



Yara Achôa, iG São Paulo


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    12 coisas que seu treinador gostaria que você soubesseEntre elas estão: abdominais não diminuem a barriga, treinar em jejum não ajuda a emagrecer e resultado é sinônimo de disciplina
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    Abdominais ajudam a manter a forma, mas não reduzem a gordura da barriga

    Quem inicia a malhação, além da bolsa da academia, costuma carregar uma bagagem de mitos ou informações erradas.


    No mundo ideal, certamente os treinadores gostariam que cada aluno já chegasse à academia sabendo algumas coisas básicas sobre atividade física.

    Pensando nisso, o iG Saúde conversou com especialistas que deram preciosas dicas para você entender melhor o papel da atividade física e assim potencializar seus resultados.

    1. Treinar em jejum não ajuda a emagrecer. “É um erro clássico. Quando você fica horas sem comer, cai o nível de "combustível" (ele se chama glicogênio) necessário para manter o corpo funcionando. Se estiver em baixa, será extraído dos músculos, provocando perda de massa muscular e fraqueza”, explica o professor de educação física Carlos Henrique Augusto, supervisor técnico da Run For Win Assessoria Esportiva, de São Paulo. Além disso, a fome em conjunto com a exaustão pode levar a tonturas e desmaios.


    2. Milagres não acontecem: você não resolve em pouco tempo o que levou anos para acumular. “Se você esteve muito tempo parado, não adianta voltar querendo malhar todos os dias. Não dá para querer compensar o tempo perdido. É necessário descansar entre um treino e outro. Quem não respeita isso e está fora de forma, pode acabar se lesionando e parando por um tempo ainda maior”, alerta o treinador e atleta Nelson Evêncio, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de Rua de São Paulo (ATC-São Paulo).

    A busca pelo resultado rápido não é saudável. “É comum ver gente fazendo um esforço fenomenal para atingir determinado objetivo e não conseguir manter o que foi conquistado depois. A mudança deve ser gradual”, orienta o personal trainer e fisiologista Givanildo Matias, diretor da rede Test Trainer, de São Paulo.


    3. Correr de moletom para queimar mais calorias não adianta nada. Você não queima gordura, apenas perde líquido. O excesso de roupa só prejudica a malhação, já que traz desconforto em função da alta temperatura, tornando o treino menos eficiente. “Perder líquido em excesso durante o treino é submeter-se às consequências da desidratação e ainda não obter o resultado esperado”, diz o treinador da Run for Win.

    Leia também: Com que roupa eu vou?

    4. Correr na esteira não é correr. “É praticamente saltar no lugar, com a esteira rodando sob os pés. Correr significa empurrar o peso do seu corpo para frente. E para isso os músculos da parte posterior da coxa e glúteos fazem um grande esforço”, diz o personal trainer Carlos Klein, da equipe Movimente-se, de São Paulo. Segundo ele, na esteira isso não acontece, pois o equipamento faz o trabalho de empurrar o pé para trás, economizando energia para os músculos. “Se quer realmente correr, vá para a rua, o parque ou a praia”, sugere.


    5. Aquecimento na esteira não prepara o corpo para o treino de musculação. De acordo com Klein, o ideal é fazer um alongamento dinâmico, com movimentos semelhantes aos da ioga, que aquecem, aumentam a flexibilidade e deixam o corpo preparado para pegar pesado.


    6. Treinos de musculação não deixam a mulher com corpo de fisiculturista. “Ouço muita garota dizer que não treina musculação porque não quer ficar forte igual a um homem. Isso não vai acontecer, a não ser que você queira. Os treinos de musculação podem ter vários objetivos e são montados levando em conta diversas variáveis como intensidade, quantidade de repetições, velocidade das repetições, número de séries, tempo de intervalo entre as séries e quantidade de exercícios para determinada musculatura”, explica o treinador Carlos Henrique Augusto.




    Foto: Thinkstock/Getty Images Ampliar
    Excessos no final de semana podem comprometer seus esforços
     
    7. Sim, o final de semana pode estragar tudo. Para o treinador Givanildo Matias, os sábados e domingos costumam ser os vilões dos bons resultados. “As pessoas acabam aumentando o consumo de calorias com pizza, churrasco, bebida, doces, massas, além de diminuir o gasto calórico“.


    8. Não, abdominais não diminuem barriga. Esses exercícios, ainda que realizados com ajuda das “máquinas milagrosas”, mobilizam, no momento do exercício, a musculatura do abdome e não a gordura localizada. “Se você espera ter uma barriga chapada, faça exercícios gerais de musculação (abdominais também) e não esqueça os aeróbios, como corrida e caminhada”, diz o treinador Carlos Henrique Augusto.


    9. Para queimar gordura o treino precisa ter intensidade. “Pode caminhar o quanto quiser ou até correr longas distâncias, mas o método mais eficiente para queimar gordura é acelerar o ritmo e chegar perto da exaustão, em pequenos intervalos de muita intensidade”, diz o personal da Movimente-se.


    10. Correr de tênis não necessariamente minimiza o impacto nas articulações. “O calçado de corrida pode muitas vezes provoca um tipo de pisada com o calcanhar que acaba gerando mais impacto no corpo. Muita gente tem experimentado a correr descalço ou com calçados minimalistas, do tipo Five Fingers, que levam a uma pisada frontal, menos impactante ao corpo”, explica o personal Carlos Klein.

    11. Disciplina é fundamental para ter resultados. A atividade física deve estar inserida na agenda de quem realmente busca resposta aos exercícios. “Durante a semana vários obstáculos aparecem, mas você nunca deve perder o foco. Comprometa-se com o que pode cumprir e siga a risca”, sugere o diretor da Test Trainer.


    12. É preciso mudar o estilo de vida e mexer na causa do problema. Quem realmente pretende ter uma vida saudável e um bom resultado estético não pode se limitar apenas ao momento da atividade física. “Algumas pessoas saem da academia e têm coragem de pegar um elevador para subir apenas um lance de escada ou tirar o carro da garagem para ir à esquina comprar pão. Mexa-se e cuide-se o dia todo”, orienta Matias.


    Siga lendo orientações dos especialistas:

    quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

    Estudo comprova que exercício físico recicla células e previne diabetes

     

    Mecanismo de autofagia só havia sido observado em situações de fome e estresse




    Alessandro Greco, especial para o iG |
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    Foto: Getty Images Ampliar
    Exercício físico faz com que as células se "reciclem"

    Pesquisa realizada em camundongos mostrou que o exercício físico induz a um "sistema de reciclagem" das células, que faz com que elas se adaptem a mudanças nas demandas de energia e de nutrição. O processo chamado de autofagia acaba por proteger diversos órgãos, entre eles o coração.

    “Ficamos muito animados com a descoberta de que 30 minutos de exercício induz fortemente a autofagia em diversos órgãos, entre eles músculo, coração, fígado, pâncreas e tecido adiposo. Antes deste trabalho, somente fome e estresse eram conhecidos como grandes indutores de autofagia”, disse ao iG Congcong He, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas.

    Os pesquisadores realizaram o estudo com dois tipos de camundongos. Um deles foi modificado pelos pesquisadores e não era capaz de realizar a autofagia, o segundo tipo não tinha sofrido modificações. O estudo mostrou que os camundongos que não realizavam autofagia eram incapazes de emagrecer após oito semanas de exercícios. Além disso, os camundongos modificados não conseguiram se exercitar durante tanto tempo quanto seus pares “normais”.

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    “Isso acontece possivelmente devido a defeitos nos caminhos de sinalização celular que regulam a tomada e o metabolismo da glucose quando se faz exercício. Essas descobertas ilustram o papel importante da autofagia na mediação de benefícios ao metabolismo que não eram ainda conhecidos”, afirmou He.

    O estudo também concluiu que o exercício tem papel importante na prevenção de diabetes. “Com base no estudo é possível dizer que a diabetes tipo 2, ao menos em camundongos, pode ser bem prevenida mediante exercício diário, mesmo com uma dieta com muita gordura. Nosso estudo ajuda a desenvolver o conceito de que aumentando a atividade de autofagia em geral pode ser benéfico para combater resistência à insulina, obesidade e complicações metabólicas relacionadas a ela.”

    Os pesquisadores querem agora desenvolver molécula que possa “substituir” o exercício. “Nosso sonho é achar um composto que induza a autofagia e possa ‘mimetizar o exercício’ para que possamos aplica-lo em pessoas que estejam fisicamente confinadas e não possam se exercitam sozinhas. Nosso laboratório está, neste momento, caracterizando um reagente sintético que é capaz de induzi-la in vitro e in vivo”, explicou He.

    O trabalho, que foi publicada nesta quarta-feira (18) no periódico científico Nature, também sugere que a ativação da autofagia pode estar conectada a outros benefícios para a saúde relacionada a exercícios diários como proteção do sistema cardiovascular, efeitos anticâncer e extensão do tempo de vida.

    Benefícios imediatos garantem o incentivo para malhar

     

    Segundo estudo, malha mais quem pensa que exercício ajuda a melhorar a vida hoje, e não no futuro


    The New York Times* - IG

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    Benefícios imediatos garantem o incentivo para malharSegundo estudo, malha mais quem pensa que exercício ajuda a melhorar a vida hoje, e não no futuro
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    Benefícios imediatos garantem o incentivo para malharSegundo estudo, malha mais quem pensa que exercício ajuda a melhorar a vida hoje, e não no futuro
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    Foto: Getty Images Ampliar
    Pensar que sua saúde está melhorando desde hoje ajuda a seguir adiante nos exercícios


    Especialistas em saúde e fitness há anos tentam motivar as pessoas a se exercitarem mais usando como argumentos uma série de benefícios de longo prazo como perder peso, prevenir doenças do coração, afastar a demência na velhice ou evitar o desenvolvimento de doenças crônicas.

    Certo, a atividade física realmente é boa para tudo isso. Mas será que a mensagem motivacional não está equivocada desde o princípio? Uma nova pesquisa mostra que “melhore a saúde do coração” pode ser uma mensagem de incentivo bem menos eficaz do que, por exemplo, “sinta-se bem agora”.

    Um estudo da Universidade de Michigan constatou que as pessoas são mais propensas a se exercitar quando as razões para se mexer têm aplicação imediata na rotina diária. Por exemplo, dizer a uma pessoa que ela terá mais energia depois de trabalhar fora parece ser muito melhor do que dizer que fazendo exercícios ela estará menos propensa a desenvolver diabetes.

    Para Michelle Segar, a principal autora do estudo, os resultados indicam a necessidade de melhorar a “propaganda” do exercício. Só assim, ela acredita, as organizações de saúde que promovem a atividade física verão melhores resultados em seus esforços.

    “Precisamos desenvolver novas mensagens que ensinem as pessoas que a atividade física é uma forma de reduzir o estresse, se sentir melhor e ter mais energia no momento da atividade e não apenas no futuro”, diz Segar, do Instituto de Pesquisas sobre Mulheres e Gênero da Universidade de Michigan.
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    “Você se torna um pai mais paciente, rende mais no trabalho, não briga tanto com o cônjuge. Os benefícios do exercício ajudam a levar uma vida mais agradável e produtiva. A mensagem precisa ser essa”.

    O estudo incidiu sobre um grupo de 385 mulheres em idades entr 40 e 60 anos, divididas aleatoriamente, que receberam diversos questionários relacionados a atividade física ao longo de um ano.

    As respostas das mulheres indicaram que elas valorizavam metas de longo prazo, como a perda de peso, tanto quanto metas de curto prazo, mais diretamente ligadas à qualidade de vida no dia-a-dia, tais como redução do estresse. No entanto, Segar e sua equipe constataram que as mulheres que citaram metas de curto prazo se exercitavam com mais freqüência do que as que consideravam metas de longo prazo mais importantes.

    “As mulheres que se exercitaram pela qualidade de vida faziam significativamente mais exercícios do que as outras”, disse Segar.

    Aquelas que se exercitaram com base na qualidade da vida diária malharam de 15% a 34% mais, descobriu o estudo. Uma constatação que aponta fortemente para a necessidade de reavaliação de como o exercício é promovido, crê a pesquisadora.
    Veja também:

    “Saúde e envelhecimento saudável são conceitos muito abstratos”, diz Segar. “Nós podemos considera-los importantes, mas o problema reside no fato de que vivemos muito ocupados, temos vidas complicadas. Quando você está olhando para a lista de tarefas do seu dia, o quão atraente é encaixar nela uma sessão de exercícios motivada por uma razão que está em um futuro distante, que pode nem existir? Se você está malhando para melhorar a qualidade de sua vida diária, porque a atividade reduz o estresse ou melhora o humor, consegue perceber isso imediatamente. E se você não faz exercícios, também vai se sentir pior imediatamente”.

    Mensagens de incentivo para pessoas que precisam se exercitar com mais frequência, segundo ela, incluem reforçar que o exercício é uma forma de:

    Se sentir melhor e com isso se tornar um membro mais agradável de sua família

    Melhorar a produtividade no trabalho (malhar torna a mente mais focada)

    Aliviar o estresse do dia a dia

    Melhorar o humor

    Desfrutar de níveis mais elevados de energia e vitalidade

    Ter mais tempo para aproveitar a própria vida social e para fazer atividades ao ar livre

    Embora esses sejam argumentos convincentes bem para o exercício, é bom pensar duas vezes antes de remover metas de longo prazo das estratégias de marketing em prol do exercício, defende Walter Thompson, professor de Ciência do Exercício, no Departamento de Cinesiologia e Saúde da Georgia State University e porta-voz do American College of Sports Medicine.

    Metas de longo prazo, como perda de peso, tendem a ser mensuráveis, enquanto que metas de curto prazo – como aumento dos níveis de energia – são, em grande parte, subjetivos, diz Thompson.

    “O problema com a meta de longo prazo é que as pessoas podem malhar por cinco meses e meio e não perder um quilo. Esse é o argumento para as metas de curto prazo. Sem um objetivo de longo prazo, no entanto, é difícil chegar a objetivos de curto prazo.”
    * Por Dennis Thompson

    sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

    Cérebro 'começa a declinar aos 45 anos', diz estudo

     

    Cientistas avaliaram memória, vocabulário, percepção e compreensão em mais de sete mil pessoas ao longo de 10 anos




    BBC - IG


    Foto: Getty Images Ampliar

    Declínio inicia antes dos 60 anos

    Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade. Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.

    O estudo, publicado na revista científica "British Medical Journal", foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas - de percepção ou de compreensão - de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.

    Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário - com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas.

    Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade. Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.
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    "É importante identificar os riscos cedo. Se a doença começou em um indivíduo nos seus 50 que só começa a ser tratado nos 60, como fazemos para separar causa e efeito?", questiona o professor Archana Singh-Manoux, do Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Saúde da População, na França, que conduziu a pesquisa na instituição londrina.

    "O que precisamos agora é analisar aqueles que experimentam um declínio cognitivo mais rápido que a média e saber como parar o declínio. Algum nível de prevenção definitivamente é possível", afirma.

    Crise de meia-idade

    Singh-Manoux argumenta que as taxas de demência devem aumentar na sociedade na medida em que as funções cognitivas estão conectadas a hábitos e estilo de vida, através de fatores como o fumo o nível de exercício físico.

    Para a Sociedade contra o Alzheimer, uma organização de pesquisa e lobby no combate à demência, o estudo mostra a necessidade de mais conhecimento das mudanças no cérebro que sinalizam o problema. "O estudo não diz se qualquer dessas pessoas chegou a desenvolver demência, nem quão viável seria para o seu médico detectar essas primeiras mudanças", afirmou a gerente de Pesquisas da Alzheimer Society, Anne Corbett. "São necessários mais estudos para estabelecer as mudanças mensuráveis no cérebro que possam nos ajudar a melhorar o diagnóstico da demência."
    Veja também:
    O diretor de Pesquisas na organização, Simon Ridley, reforçou a necessidade de conscientizar a população sobre os benefícios de ter hábitos saudáveis. "Embora não tenhamos uma maneira infalível de prevenir a demência, sabemos que mudanças simples de hábitos - adotar uma dieta saudável, não fumar, manter o colesterol e a pressão do sangue sob controle - reduzem o risco de demência", afirmou.

    "Pesquisas anteriores indicaram que a saúde na meia-idade afeta o risco de demência durante o envelhecimento, e estas conclusões nos dão mais razões para cumprir as resoluções de Ano Novo."

    terça-feira, 6 de dezembro de 2011

    Meditação pode proteger o cérebro de doenças psiquiátricas

     

    Quem medita tem mais controle sobre áreas importantes do cérebro e, por isso, está mais protegido


    The New York Times | IG
     
     
    Foto: Getty Images Ampliar
    Meditação protege o cérebro

    Um novo estudo descobriu que pessoas que praticam meditação parecem ser capazes de desligar áreas do cérebro associadas aos distúrbios psiquiátricos, como o autismo e a esquizofrenia.


    Aprender como o cérebro funciona durante a meditação pode ajudar no avanço de pesquisas em dezenas de doenças, de acordo com o autor da análise, Judson Brewer, professor assistente de psiquiatria da Yale University, nos EUA.

    Ele e sua equipe utilizaram exames de ressonância magnética para escanear a atividade cerebral em praticantes de meditação novatos e experientes.

    Os habilidosos diminuíram a atividade na rede normal do cérebro ligada a lapsos de atenção e distúrbios como ansiedade, transtorno do déficit de atenção, mesma região responsável pela construção de placas associadas à doença do Alzheimer.


    Os pesquisadores descobriram também que quando o "modo normal" de trabalho do cérebro está ativo, regiões associadas com o automonitoramento e controle cognitivo também estão ativadas. Isso é atestado apenas em quem medita há muito tempo, mas não em quem é novato na meditação.
    Leia mais:

    A interpretação dos autores é que este comportamento sugere que, quem medita, monitora e suprime constantemente pensamentos egoístas.

    Os indivíduos que meditavam há muito tempo foram capazes de coativar duas regiões do cérebro durante a meditação e também enquanto descansavam, sugerindo que eles tenham desenvolvido um modo padrão novo, mais centrado no presente.

    “A habilidade da meditação de se focar no momento é parte da filosofia e da prática contemplativa há milhares de anos”, disse Brewer, no material de divulgação da Universidade de Yale.

    "A marca registrada de muitas doenças mentais é uma preocupação com os próprios pensamentos, uma condição que a meditação parece afetar. Isso nos dá boas pistas sobre como os mecanismos neurais podem estar trabalhando clinicamente." O estudo foi divulgado na edição de Novembro da revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

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    terça-feira, 25 de outubro de 2011

    Pesquisa associa insônia a risco maior de infarto

    Pessoas com problemas para conciliar o sono tiveram quase o dobro do risco de ter um infarto quando comparadas a quem dormia bem

    AFP | IG
     
    Foto: Getty Images Ampliar
    Insônia: estudo vinculou problema a um maior risco de infarto

    Um estudo norueguês, publicado esta segunda-feira, sugere que pessoas com problemas de sono correm um risco de 27% a 45% maior de sofrer um ataque cardíaco.

    Cerca de um terço das pessoas reclamam de problemas para dormir e precisam recorrer a ajuda médica, informaram os autores do estudo, publicado na revista Circulation, publicação da prestigiada Associação Americana de Cardiologia.


    "Problemas de sono são frequentes e bastante fáceis de tratar", afirmou Lars Erik Laugsand, principal autor deste estudo e pesquisador do Departamento de Saúde Pública da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, em Trondheim.

    "Por isso, é importante que as pessoas sejam conscientes desta relação entre a insônia e os ataques cardíacos e falem com seu médico se estão com sintomas", acrescentou.


    Os dados foram coletados com 52.610 adultos noruegueses que responderam a uma pesquisa nacional sobre sintomas de insônia entre 1995 e 1997.
    Leia mais



    Durante os 11 anos seguintes, os cientistas identificaram 2.368 pessoas que tiveram seu primeiro ataque cardíaco com base nos informes hospitalares e no registro nacional norueguês sobre causas de óbito.

    Depois de ajustar fatores como idade, sexo, estado civil, nível educacional, pressão arterial, colesterol, diabetes, peso, atividade física, turno de trabalho, depressão e ansiedade, os cientistas identificaram um risco maior naqueles que relataram mais problemas para dormir.

    Quando comparados os dados de pessoas que relataram dormir bem de forma geral com os de indivíduos que contaram ter problemas para conciliar o sono quase que diariamente no último mês, constatou-se um risco 45% maior de infarto no segundo grupo.

    Faça o teste e descubra: Qual é o seu estilo de sono?

    Os que disseram conseguir conciliar o sono, mas não dormir durante toda a noite, demonstraram um risco 30% maior de sofrer ataque cardíaco coração do que o grupo de indivíduos que disse dormir bem. Aqueles que contaram não acordar revitalizados demonstraram ter um risco 27% maior.

    Embora os cientistas tenham advertido que os padrões de sono podem variar de uma população para outra, um vínculo similar entre insônia e doenças cardiovasculares já tinha sido sugerido em um estudo feito nos Estados Unidos.

    sexta-feira, 14 de outubro de 2011

    Lições de vida do homem mais velho do mundo

     
    Por: Andrea Vincenzo


    No final do mês (28 de abril), morreu na cidade de Great Falls, estado de Montana, Estados Unidos, Walter Breuning. Ele tinha 114 anos e era o homem mais velho do mundo.

    Poucos meses antes ele havia dado uma entrevista a Matt Voltz, da Associated Press, que está publicada hoje (4 de maio) no site www.dailygood.org

     
    Na entrevista Walter Breuning deu várias lições de vida e vários conselhos para quem quiser viver mais e melhor.

    - Aceite as mudanças, mesmo quando uma novidade surja como um tapa em sua cara. Toda mudança é boa.

    - Faça duas refeições por dia. Você não precisa mais do que isso.

    - Trabalhe tanto quanto você puder. O dinheiro virá.

    - Ajude aos outros. Quanto mais você fizer pelos outros, melhor você estará.

    - Aceite a morte. Algumas pessoas têm medo de morrer. Nunca tenha medo da morte. Você nasceu para morrer.

    - Não se aposente enquanto você tiver forças para trabalhar.

    - Não ganhe peso extra. Mantenha seu peso. Acerte uma dieta e fique com ela para a vida toda.

    - Não se arrependa.

    - Mantenha seu corpo e sua mente ocupados. E você vai estar por aqui por muito tempo.

    Breuning morreu de causas naturais no Hospital de Great Falls. Ele era o homem mais velho do mundo e era a segunda pessoa mais idosa também, perdendo apenas para a senhora Besse Cooper, também americana e que nasceu 26 dias antes.
    As 16 anos, e depois de muita dificuldade, Walter finalmente conseguiu um emprego fixo no estado de Minnesota em uma ferrovia para a qual trabalhou por 50 anos, sempre 7 dias por semana. Passou por duas guerras mundiais e pela grande depressão que derrubou toda a economia norte-americana. Ele e sua esposa conseguiram economizar o suficiente para comprar um terreno onde pretendiam construir sua casa, mas as coisas ficaram difíceis, eles tiveram que vender o terreno e nunca conseguiram ter uma casa própria.


    Os últimos anos de vida ele passou vivendo em um complexo para idosos, ocupando um apartamento pequeno e simples. Ele visitava o médico apenas duas vezes por ano para um check-up e não tomava nenhuma medicação, exceto Aspirina.

    sábado, 1 de outubro de 2011

    Como proteger a saúde do ar seco

     

    Clima favorece crises respiratórias e até problemas mais graves como o infarto

    Fernanda Aranda, iG São Paulo
     
    Foto: Getty Images Ampliar
    Hidratação: beber líquidos ajuda a combater os efeitos nocivos do tempo seco
     
     
    O tempo seco, além de incômodo, aproxima problemas de saúde como rinite, asma e bronquite, além de outros mais sérios como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

    A boa notícia é que algumas “receitas caseiras” ajudam a melhorar a qualidade do clima que chega aos pulmões. Colocar uma bacia cheia d’água no ambiente de trabalho – ou na sala e quarto – funciona mesmo, garantem os especialistas. Deixar o ambiente mais úmido é uma excelente maneira de evitar que os hospitais fiquem mais cheios.


    Dados da Secretaria Municipal de Saúde paulistana indicam que quando o ar está seco, o movimento na ala de inalação cresce em até 30%, com picos de 50% a mais de movimento.

    Já para os casos de infarto e avc a explicação da Sociedade Brasileira de Cardiologia é que o sangue fica mais denso, “entope” mais as veias e faz com que os acidentes vasculares cerebrais e panes no coração fiquem mais recorrentes.

     
    Se atrelado ao fenômeno de baixa umidade, a temperatura estiver alta, oito idosos morrem a mais por dia, já contabilizou o Laboratório de Poluição da Universidade de São Paulo (USP).

    O acúmulo de poluentes é outra consequência ruim da temperatura seca. Os gases tóxicos não conseguem dispersar na atmosfera, o que deixa os olhos com mais ardência e a garganta seca, com pigarro.
     


    Para aliviar os sintomas, a Secretaria de Saúde de São Paulo dá algumas dicas para lidar melhor com o ar seco:
     
    • Crianças e idosos são os mais afetados pela baixa umidade do ar, por isso, é necessário atenção especial a esses dois grupos. Incentive a ingestão de bastante água (cerca de dois litros ao dia), além de sucos naturais feitos de maneira adequada e água de coco

    • Também é importante manter a higiene doméstica. Evite o acúmulo de poeira, que desencadeia problemas alérgicos

    • Prefira alimentos frescos e produzidos o mais próximo possível do horário de consumo. Substitua frituras por alimentos assados, assim como o sorvete de massa por picolé, especialmente de frutas. Queijos amarelos podem ser trocados por queijos brancos

    • Durma em local arejado e umedecido. Isso contribui para uma noite de sono tranquila (os ambientes podem ser umidificados com toalhas molhadas, reservatórios com água e até umidificadores)

    • A pele também merece atenção especial neste período. Evite banhos com água muito quente, que ressecam a pele, e use, sempre que possível, um creme hidratante. Em caso de irritação das vias aéreas e dos olhos, use soro fisiológico para lavar os olhos e as narinas.


    Leia na Enciclopédia da Saúde, doenças relacionas à poluição, ar seco, baixa umidade: Bronquite, DPOC, Asma