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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Os perfis masculinos mais comuns em sites de relacionamento


Estelionatário, bonzinho ou impotente: socióloga aponta as principais características dos homens que buscam uma parceira na rede

 

Andrea Giusti, iG São Paulo | 




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Os perfis masculinos mais comuns em sites de relacionamentoEstelionatário, bonzinho ou impotente: socióloga aponta as principais características dos homens que buscam uma parceira na rede

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Foto: Thinkstock/Getty Images
Esconder a personalidade durante a conquista online é quase unanimidade


Quem resolve aderir aos sites de relacionamento precisa estar preparado para algumas surpresas. O conselho é da socióloga Cris Celentano, autora do livro “Namoro na rede – Será que dá certo?” (172 páginas). Esconder a personalidade durante a conquista online é quase unanimidade e raramente é possível confirmar a veracidade de algo que é dito, segundo ela.

Durante dois anos, Cris usou a ferramenta em busca de um novo parceiro. As experiências vivenciadas neste período resultaram em seu livro onde ela analisa os perfis masculinos mais frequentemente encontrados na rede. Os bem intencionados são raros comparados com os que desejam apenas sexo ou tenham algum interesse financeiro.

A autora lista algumas dicas para se livrar da lábia dos impostores e ter sucesso durante a procura. “A mulher precisa tentar checar as informações na internet e ter um contato pessoalmente. Também tem que ter cuidado com as frases feitas e as grandes promessas. Uma desilusão pode causar grandes danos à autoestima dessa pessoa que já está carente”, conta.

Com a ajuda da socióloga, fizemos uma lista com os seis tipos de usuários mais comuns em sites de relacionamento:

Os que querem sexo
‘Uma noite de sexo e nada mais’ é o principal motivo que leva os homens aos sites de relacionamentos, segundo Cris. Muitos deles são casados e usam a ferramenta para se aventurar, já com o objetivo de trair a mulher. Costumam falar frases de efeito e palavras ousadas, incitando a sexualidade. “Esse tipo de homem leva a conversa para a webcam, aparece sem camisa, chama a mulher de gostosa e chega a ficar excitado”, explica.
Dica da autora: não se deixe levar pela empolgação e cuidado com o excesso de intimidade!

Estelionatários

Interesseiros, os estelionatários estão prontos para dar o golpe. Aparentam ser bem sucedidos, falam de bens pessoais, viagens ao exterior e esbanjam cultura, mas tudo não passa de uma mentira. O jogo faz parte de um plano para adquirir confiança e encontrar uma pessoa da mesma classe social que ele finge ser. “O estelionatário descobre todas as posses da mulher e fecha o cerco”, alerta. Os estelionatários não procuram apenas dinheiro. Eles também tentam se aproveitar de contatos e oportunidades de negócios que a mulher possa proporcionar. “Enganam até três de uma vez”, diz.
Dica da autora: desconfie de pedidos de favor. Principalmente se envolver dinheiro!

 

Foto: Divulgação Ampliar
Cris Celentano analisa os perfis mais comuns na rede

Depressivos, impotentes ou fracassados

São homens inseguros que buscam atenção de uma mulher carente. Querem impressionar com o carro, bons restaurantes, presentes e precisam se autoafirmar com frequência. “Os três tipos são galanteadores e mentem com o objetivo de demonstrar superioridade”, conta a socióloga. Esse tipo de homem costuma ficar incomodado com a solidão, mas não demora muito para sumir e largar a mulher na mão sem nenhuma explicação.
Dica da autora: não se iluda com agrados exagerados!

Bonzinhos
Verdadeiros desde o primeiro contato, os bonzinhos mostram logo de cara o interesse em encontrar uma parceira e criam um vínculo particular. Falam sobre preferências, o que pretendem fazer no final de semana, as habilidades na cozinha e a rotina dos filhos. São assuntos de extrema intimidade que, inclusive, ele trata através do email pessoal, e não pelo contato do site de relacionamento. São considerados raridade entre os usuários e possuem dezenas de outras mulheres investindo na conquista.
Dica da autora: vale a pena ficar de olho!

Estrangeiros

Os gringos aparecem cheios de mentiras, promessas de uma vida melhor e mudança de país. Geralmente não possuem fotos e usam a fragilidade das mulheres para contar uma história comovente e alcançar seu objetivo. “Ele fala que é viúvo e agora busca uma brasileira pra ser feliz. Que mulher não quer morar na Europa? Mas são todos golpistas, pedem dinheiro com a desculpa de viajar para se encontrarem. A mulher deposita porque já está envolvida e fica no prejuízo”, explica Cris.
Dica da autora: não ouse abrir a carteira!

Tímidos ou feios

Não costumam incluir foto no perfil. É o grupo de homens que se considera feio ou que usa a internet como um meio de chegar até as mulheres, já que a timidez não permite esse encontro real. Inseguro, costuma mentir bastante - principalmente em relação ao físico – e, por isso, adia o primeiro encontro até onde pode. “É aquele cara desfavorecido, nerd, sem sorte e que não sabe se relacionar. Fica mais corajoso atrás do monitor”, conta.
Dica da autora: questione quem parece ser invisível!

sábado, 12 de novembro de 2011

O momento de dizer "eu te amo"

Como lidar com a ansiedade que cerca as palavras mágicas do relacionamento


Alexandre Adoni, especial para o iG
 
 
Dizer “eu te amo” pela primeira vez é um passo importante em uma relação. Alguns demoram mais e têm dificuldade para verbalizar sentimentos. Outros soltam a frase logo no começo do namoro e até assustam o pretendente. Mas será que existe hora certa para arriscar uma declaração?
Foto: Thinkstock/Getty Images
Quem faz a declaração quer ouvir um "eu te amo"
de volta, mas isso nem sempre acontece

A professora Priscila de Pádua, de 31 anos, acha que seu namorado foi rápido demais. “Eu me assustei até. Em um mês ele estava falando que me ama”, lembra. Com a estudante Sarah Dias, de 20 anos, foi até mais rápido. Ela conta que ouviu um “eu te amo” no segundo encontro: “Estávamos em um show e ele disse as palavrinhas mágicas. Fiquei impressionada com a agilidade, mas não hesitei em responder da mesma forma”, contou.
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Apressadinhos esses rapazes? Que nada. De acordo com um estudo da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, recentemente publicado no Journal of Psychology, os homens são três vezes mais propensos a dizer “eu te amo” logo nas primeiras semanas de namoro.


“Conquistar é algo do ativo, do masculino. A mulher é mais cautelosa. Ela primeiro precisa se sentir amada”, comenta a psicóloga e psicanalista Araceli Albino.


A resposta é importante?

A declaração é uma entrega e gera uma expectativa de resposta equivalente: todo mundo quer ouvir, pelo menos, um “eu também” do outro lado. Priscila diz que foi bem cautelosa e só conseguiu responder na mesma moeda dois meses depois que o namorado abriu o coração: “Estava ouvindo uma música que me lembrou dele e mandei uma mensagem de texto falando ‘Acho que estou te amando’”. O casal já está junto há um ano e meio e, atualmente, ela brinca que as declarações diminuíram: “agora tenho que cobrar”.

 
Foto: Arquivo pessoal Ampliar
Sarah com o namorado André Mendes: declaração de amor em apenas dois dias

Para a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, é importante respeitar o limite do outro e não forçar uma retribuição. Segundo ela, não é preciso ficar decepcionada caso o parceiro não diga o “eu te amo” de volta.


“Essa intensidade do amor nunca é igual, é variável. Isso tem relação com o tipo de educação: há os que demonstram que gostam e os que não demonstram”, analisa a especialista. Ela diz ainda que uma ação pode valer por palavras de amor. “Pode ser um gesto, o jeito que mexe no cabelo, um carinho, a participação na vida da pessoa”, ressaltou Cecarello.


E quando é a melhor hora para se declarar? “O afeto amoroso é construído. Cada um tem seu timing. O importante é a atitude condizer com a fala”, concluiu Araceli Albino.


CONFIRA OS TESTES DE AMOR E SEXO:

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Casais materialistas têm mais problemas

Foco em dinheiro e propriedades afeta a estabilidade da relação, aponta


The New York Times | IG
 
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Foto: Thinkstock/Getty Images Ampliar
Dinheiro não traz felicidade, e pode até atrapalhar, aponta pesquisa


Casais materialistas podem ter mais dinheiro, mas um novo estudo aponta que eles também têm mais problemas no relacionamento amoroso.

Pesquisadores descobriram que focar a atenção em dinheiro e propriedades pode prejudicar a felicidade e estabilidade do casal. Estudiosos da Universidade de Brigham Young analisaram avaliações de relacionamentos fornecidas por mais de 1.700 casais norte americanos. Os participantes eram questionados sobre o grau de importância de “ter dinheiro e um monte de coisas”.

Os dados mostraram que casais que disseram não achar o dinheiro tão relevante tiveram uma porcentagem 15% maior na estabilidade conjugal e em outros critérios de avaliação de qualidade da relação se comparados aos casais materialistas.

"Casais nos quais os dois cônjuges são materialistas são piores em quase todas as medidas que avaliamos”, disse Jason Carroll, professor da BYU em comunicado para a imprensa. “Há um padrão nos dados referentes ao desgaste da comunicação, problema na resolução de conflitos e pouca sensibilidade com o outro”, completa.

Um a cada cinco casais que participaram da pesquisa disse que o dinheiro era muito importante em suas vidas. Entre esses casais, apontados como financeiramente estáveis pelos pesquisadores, o dinheiro era fonte constante de conflitos. “Como esses casais enxergam suas finanças parece ser mais importante para a saúde conjugal do que a situação financeira real”, aponta Carroll.

O estudo foi publicado na edição do dia 13 de outubro do Journal of Couple & Relationship Therapy e mostrou também que um casal formado por duas pessoas materialistas terá mais problemas que um casal no qual uma só pessoa dá grande valor ao dinheiro.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Dez bons motivos para comemorar o Dia do Sexo na prática

Faz bem para o coração, melhora a beleza da pele e queima as calorias de um pedaço de bolo. Quer mais razões? Nós temos várias!


Andrea Giusti, iG São Paulo



“Dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, dia dos namorados. Em meio a tantas datas comemorativas no nosso calendário oficial, por que não criarmos um dia em homenagem àquilo que deu origem a tudo: o sexo?”. É com esse discurso que, há três anos, a empresa de preservativos Olla lidera um movimento nacional pelo Dia do Sexo. A data escolhida é bem sacada e faz alusão a uma posição sexual bastante conhecida: 6/9.

Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Jaqueline e Emerson, do Blog Casal Sem Vergonha, comemoram
a data

O movimento vem ganhando simpatizantes e tem repercutido também nas redes sociais. Bons motivos para comemorar o Dia do Sexo não faltam, nós listamos pelo menos dez bem convincentes e animadores.

1. Melhora a beleza da pele
Aquele velho ditado não está errado: “sexo faz bem para a pele”. Uma descarga hormonal muito intensa é liberada durante o ato sexual. E é o estrogênio, presente na mulher em maior nível no momento da excitação, o grande responsável por essa melhora na aparência. “Ele faz bem para a textura da pele e para o cabelo, que fica mais brilhante”, explica a sexóloga Carla Cecarello.

2. Diminui o risco de infarto
Faça com empenho. A atividade física realizada durante o sexo auxilia na circulação sanguínea e, consequentemente, favorece o coração. Um estudo publicado pelo “Journal of Epidemiology and Community Health” comprova que manter relações sexuais de uma a duas vezes na semana diminui pela metade o risco de infarto.

3. Queima calorias
O livro “Como Emagrecer Fazendo Sexo” (Ediouro, 160 páginas) faz relações divertidas entre comida e queima calórica. Confira algumas comparações: uma hora de preliminares intensas queima uma fatia grande de bolo de chocolate; 53 minutos de beijo de língua derretem um cheeseburger com 14 fritas; 15 minutos de sexo oral queimam 11 uvas; 14 minutos de carícias eliminam uma colher de sopa de musse de chocolate; e um sonho erótico com ejaculação involuntária queima 16 calorias.

4. Melhora a autoestima
Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade do Texas, praticar sexo uma vez por semana aumenta a autoestima. A troca existente durante a transa faz homens e mulheres se sentirem mais seguros e desejados – e assim autoconfiantes. Jaqueline Barbosa, 22 anos, autora do blog “Casal Sem Vergonha” e namorada de Emerson Viegas, confirma o sentimento: “O sexo, definitivamente, faz com que eu me sinta mais bonita, sexy e também desejada. E não há nada melhor do que você se sentir assim”, conta

  
Foto: Getty Images
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5. Fortalece a musculatura
A relação sexual frequente pode ser considerada uma atividade física: melhora a elasticidade corporal e fortalece a musculatura – inclusive da região pélvica, a mais difícil de ser exercitada. O enfraquecimento da musculatura dessa área pode contribuir para a ocorrência de incontinência urinária e/ou “queda de bexiga” nas mulheres. “Mas durante o orgasmo feminino, o órgão pode contrair entre duas e cinco vezes, e isso ajuda na prevenção”, conta Cecarello.

6. Aprimora o desempenho
As pessoas falam muito de sexo, mas praticam pouco. Seja por preguiça ou por conta da rotina carregada, o sexo acaba ficando de lado no dia a dia. Contudo, só a prática aprimora o desempenho na cama. E isso não tem a ver com dar espetáculo e subir no lustre, mas sim com conhecer melhor o próprio corpo em busca de relações mais intensas e prazerosas. Dar mais prazer ao parceiro e buscar formas para isso também são decisões que precisam ser praticadas.

7. Aumenta a imunidade
Cientistas da Wilkes University, nos Estados Unidos, apontam que fazer sexo uma ou duas vezes por semana melhora o sistema imunológico. A prática constante eleva os níveis de anticorpos encontrados na saliva e previne doenças como, por exemplo, a gripe e a febre comum. 

8. Alivia o estresse
Os hormônios responsáveis pelo estresse são reduzidos durante a prática sexual, aponta um estudo publicado na revista Biological Psychology. Emerson Viegas – o lado masculino do “Casal Sem Vergonha” – fala sobre a estabilidade emocional que o sexo proporciona: “Acabo acumulando muito estresse por causa do trabalho e o sexo funciona como um aliviador. Tem gente que bebe, tem gente que fuma, eu faço sexo”, brinca.

9. Aproxima o casal
Quem vive um relacionamento fixo sabe que às vezes a coisa esfria. Porém, um estudo surpreendente divulgado pelo livro “Felizes Para Sempre - A Ciência Para Um Casamento Perfeito!” (Universo dos Livros, 368 páginas) diz que até mesmo o sexo sem muita vontade faz bem para o casamento. A explicação é que essa relação desencadearia no cérebro a liberação de hormônios vasopressina e ocitocina, que fortalecem os vínculos entre as pessoas. Obviamente a ideia não é fazer sexo forçado, mas fazê-lo mesmo com preguiça.
Leia também:
10. Dar aquela cochilada gostosa...
Tem cochilada melhor do que aquela posterior ao sexo? Depois do orgasmo, homens e mulheres produzem altos níveis de prolactina. O hormônio, conhecido por ativar a produção de leite, funciona como um “freio sexual” e provoca aquela típica preguiça do depois.

Agora é só comemorar.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O sexo tem espaço na sua agenda?

 

“É preciso entrar em sintonia para ter um bom sexo e compensar a falta da explosão sexual de outros tempos”


Fátima Protti - IG
 
Foto: Getty Images Ampliar

Cansados demais para o sexo?

São muitos os fatores que levam um casal a diminuir a frequência sexual nos primeiros três anos de convivência. Impossível não notar, porém, que a sobrecarga de atividades afeta diretamente o relacionamento íntimo. Por conta das agendas lotadas acaba sobrando pouco tempo e energia para o sexo.

O desencontro sexual passa a ser motivo de frustrações e desentendimentos. Os casais querem sim um bom sexo – como curtir fantasias, carícias e relações mais intensas –, mas acabam caindo na armadilha da “rapidinha”, que é a transa ligeira e sem muito empenho das partes.

A vida moderna nos faz crer que a quantidade de atividades que exercemos reflete a nossa utilidade e reconhecimento social – quanto mais, melhor. Achamos bacana comentar com os amigos a respeito dessa agitação e até nos sentimos estranhos quando temos tempo para relaxar.

O sexo exige disposição, bem-estar e desligamento das coisas do mundo. Muitos procuram a aproximação armando encontros com os amigos, o que não é eficiente. Isso pode realmente gerar momentos de muita descontração, mas não prepara os pares para um encontro sexual. É mais comum os dois chegarem cansados em casa depois de uma noitada, com sono, e até alcoolizados. Então só resta deitar e dormir.

O casal precisa incluir em sua vida semanal momentos para curtir juntos, como um bom papo, uma taça de vinho e muitos carinhos. É preciso entrar em sintonia para ter um bom sexo e compensar a falta da explosão sexual de outros tempos, quando tudo era novidade. É preciso entender que, após algum tempo de união, as pessoas precisam de estímulos para a motivação sexual e, dessa forma, o tempo para namorar é a melhor receita para manter o interesse.

A maioria dos casais entende o casamento como uma finalização do namoro, mas não é. Com o passar do tempo, boa parte do que havia no namoro vai se perdendo, como o beijo na boca, por exemplo. Aliás, o beijo é um ótimo termômetro: na medida em que ele diminui, a aproximação sexual também tende a cair.

Leia Também: A importância do beijo nos relacionamentos amorosos

Visiste o site oficial da sexóloga Fátima Protti
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  • segunda-feira, 29 de agosto de 2011

    Em busca da fórmula do amor

     

    Psicólogo representa em número as relações saudáveis e as inadequadas


    Ricardo Donisete, especial para o iG São Paulo


    Foto: Getty Images Ampliar
    A soma ideal deve preservar as duas partes e criar mais uma: o amor

    Se fosse uma ciência, o amor dificilmente estaria no campo das exatas. Mas para o psicólogo e pedagogo Dirceu Moreira, as relações amorosas podem sim ser traduzidas em números. Em seu novíssimo livro “A Matemática do Amor” (Wak Editora, 160 páginas), o autor joga um pouco de razão nesse papo de relacionamento. O resultado é um manual interessante que lista cinco variações de dinânicas entre casais. Veja quais são elas e torça para a sua somar “1+1+1”.

    Leia também em Amor e Sexo:Dúvidas sobre o sexo no casamento
    O casamento semifeliz e outros tipos
    Qual erro você comete durante uma briga?



    ½+½ = ½
    Como mostram os números, essa operação tem duas metades que não se juntam. Ela representa os casais formados por parceiros distanciados – um não acrescenta nada na vida do outro. Trata-se das relações mornas e semifelizes. “Neste tipo de relacionamento, os dois cederam, porém o curioso é que não se somaram”, avalia Moreira. O risco, segundo o autor, é de uma explosão inesperada de um dos lados.

    1+½ = 1
    Nessa conta um dos lados se sente superior ao outro, seja intelectualmente ou financeiramente, e subjuga a outra parte. O submisso, no entanto, não é totalmente vítima, ele aceita ser anulado, mas pode virar o jogo de alguma forma. “Este tipo de relacionamento pode levar a uma traição, uma forma inadequada de buscar o amor”, esclarece Moreira.

    1+1 = 1
    Simbiose é a marca dessa relação. Um parceiro não faz nada sem o outro, e, dessa forma, os pares ficam dependentes e perdem a individualidade – e a graça, convenhamos. Nesse caso, a parte mais frágil tende a se deixar levar pela mais forte, copiando gostos e costumes. O medo de perder a cara-metade é latente. “Aquele que foi anulado pode ter uma atitude de isolamento e até mesmo de depressão, se afastando de amigos e familiares”, conta Moreira, dizendo que é muito comum essas pessoas ficarem perdidas quando a relação acaba.

    1+1 = 1+1
    “Parceiros” não é o termo mais correto para representar esse tipo de casal, já que eles vivem em competição. De acordo com Moreira, uniões “1+1” são muito frequentes atualmente. Devido ao individualismo exacerbado, muitas pessoas são incapazes de compartilhar na vida a dois – e isso pode ser notado principalmente no campo financeiro. Se insistirem na dinâmica, o destino tratará de oficializar a separação que já existe.
    Veja Também:
    1+1 =1+1+1
    Calma, nem todas as uniões são negativas. Essa operação representa os casais que têm parceiros mais realistas, que aprenderam com o que viveram no passado e que conseguem projetar um futuro em conjunto. Os dois crescem juntos com reciprocidade de sentimentos, conseguindo conquistar o terceiro elemento da equação, o amor. Moreira conta que passar pelas situações anteriores pode fazer parte do caminho em busca de uma relação mais saudável. Não perca a esperança!

    domingo, 28 de agosto de 2011

    Depois da descoberta do Viagra, o que ainda falta para eles?

     

    O urologista americano Arthur Burnett faz um balanço dos 13 anos da pílula azul e fala sobre os novos desafios da medicina


    Júlia Reis, iG São Paulo |

    Foto: Divulgação Ampliar
    Burnett: "Achamos uma solução que responde bem, mas temos que reconhecer outras complexidades do homem moderno"

    Enquanto as mulheres enfrentam dificuldades para sentir desejo ou atingir o orgasmo, o problema sexual que mais aflige os homens é a disfunção erétil. No caso deles a solução está, em parte, dentro de um comprimido: o Viagra. O remédio completa 13 anos de mercado ao lado de outras pílulas que também prometem potência na cama. Mas a sexualidade masculina pode ser mais complexa do que se imagina, diz o urologista americano Arthur Burnett, do hospital Johns Hopkins. Ele afirma que os homens também colecionam causas psicológicas para a dificuldade de desempenho e que é preciso compreender o homem moderno além de prescrever receitas.

    Em entrevista ao iG, Burnett fala sobre sexualidade e reflete a respeito dos medicamentos para ereção como uma questão mais ampla, que envolve as duas partes do casal. O profissional comenta ainda a dificuldade em tratar a falta de libido nas mulheres – o que elas farão com homens tão potentes?

    iG: O Viagra está há mais de uma década no mercado. Fazendo um balanço, qual a grande contribuição do remédio para a sexualidade dos casais e qual o próximo passo que podemos esperar?
    Arthur Burnett:
    O grande fenômeno foi poder tratar de forma efetiva o problema de disfunção com um remédio via oral. Há 20 anos não pensávamos nisso: eram tratamentos com ervas que não sabíamos se funcionavam ou cirurgias e próteses. Avançamos nos estudos para entender a ereção e, nesse caminho, outros aspetos ganharam mais atenção. Mas não curamos o problema da ereção de maneira sustentável, ainda falamos de um remédio que você tem que tomar regularmente para funcionar.

    iG: Existem causas orgânicas que dificultam a ereção de um homem. Mas, assim como ocorre com as mulheres, outros fatores os perturbam psicologicamente e alteram o desempenho na cama?
    Arthur Burnett:
    Estamos acostumados a separar as causas físicas das emocionais. Listamos condições médicas, como diabetes e problemas de coração, e colocamos ao lado as questões emocionais, como a ansiedade de performance e crises na relação amorosa. Mas a ereção é uma resposta complexa do corpo e tem ainda a interação do cérebro. Em muitos homens o problema está na mistura dos fatores, é complexo.
    “
    Ainda temos um longo caminho até desenvolver uma solução que funcione do mesmo jeito para as mulheres.

    iG: Então podemos dizer que a sexualidade masculina é complexa como a feminina, e não baseada só no pênis como diz o senso comum?
    Arthur Burnett:
    No senso comum usamos a imagem do computador para explicar como consertar a disfunção sexual em cada gênero: a do homem é resumida em um botão e a da mulher em muitos botões complicados... Mas a verdade está no meio do caminho. Os problemas masculinos têm outras variáveis como ansiedade e orientação sexual. Alguns pacientes querem a prescrição do remédio para conseguir a ereção e também desejam tratar essas questões, então eu os encaminho para psicoterapeutas.

    Devemos mudar nossa forma de pensar. Não dá para dizer ao paciente ‘olha, você já tem uma ereção, já tem o Viagra, pode ir embora do consultório’. Achamos uma solução que responde bem, mas temos que reconhecer outras complexidades do homem moderno. Além disso, as pessoas podem responder melhor ao remédio se melhorarem o estilo de vida.

    Foto: Thinkstock/Getty Images Ampliar
    Ainda não existe solução semelhante ao Viagra para as mulheres

    iG: Pensando na realidade dos casais, o Viagra melhorou muito a situação para os homens. Mas como o remédio mudou o sexo para as mulheres? Agora elas têm parceiros que podem estar sempre potentes, mas isso não garante que estejam satisfeitas sexualmente.
    Arthur Burnett:
    Tivemos que reconhecer que a atividade sexual trata de duas pessoas funcionando juntas, e isso chamou a atenção para a questão feminina também. Hoje temos mais compreensão que a sexualidade é uma questão do casal. E uma falta de lubrificação da mulher, por exemplo, mostra que o problema está na dinâmica dos dois.

    iG: O Viagra deve ter estimulado homens com problemas de ereção a procurar ajuda médica. Mas mesmo assim será que eles ainda demoram muito para assumir que o problema está em si? Primeiro culpam o casamento, a rotina, o estresse...
    Arthur Burnett:
    Sim. Com o remédio existe uma forma de lidar com o problema de forma efetiva. Antes o médico não gostava nem de entrar na discussão porque não tinha uma resposta para a condição do paciente. Agora ele tem. Mas é muito possível que homens ainda demorem a assumir. Eles são teimosos e tendem a culpar o entorno, é parte da natureza masculina.

    iG: Homens ainda têm vergonha de contar para a parceira que tomam remédio para garantir a ereção?
    Arthur Burnett:
    Sim, muitos tomam escondido. É difícil para eles. Por outro lado alguns querem tomar para se exibir, baseados no mito que ficarão por horas com uma ereção. Nem sempre é o casal que vem ao consultório.
    iG: Há alguns anos é estudada uma versão feminina do Viagra, mas nada foi aprovado. Porque as soluções para as mulheres são mais difíceis?
    Arthur Burnett:
    Ainda temos um longo caminho até desenvolver uma solução que funcione do mesmo jeito para as mulheres. Nelas o problema dominante é na libido e isso envolve hormônios e outros aspectos. Elas podem até ter mais lubrificação com remédio, mas isso não resolve a libido. Urologistas e ginecologistas nem querem tratar de assuntos da sexualidade feminina porque não têm muito que oferecer. Esse é o desafio.
    Veja mais:

    sexta-feira, 26 de agosto de 2011

    Oito filmes para melhorar a vida amorosa

    Casais do cinema estimulam reflexões sobre amor, conquista, casamento e separações



    Redação, iG São Paulo



    Quem nunca encarou o celular esperando um homem ligar, questionou a satisfação no casamento ou se apaixonou loucamente? Os encontros e desencontros amorosos servem de lição para os relacionamentos. Com os filmes não é muito diferente: os dilemas e romances das tramas às vezes se parecem com a vida real e fazem o expectador rir ou chorar de seus próprios dramas. Veja uma seleção de oito histórias do cinema que têm algo a ensinar sobre o amor:

    Ele Não Está Tão A Fim de Você, 2009Bom para: cair na real sem encarar uma sessão de terapia
    Assista:
    com amigas ou sozinha

    De forma divertida você vai descobrir que a vida amorosa pode ser bem difícil para mulheres sonhadoras. No racional mundo masculino, “sim” é “sim”, “não” é “não” e “talvez” é “não” também. A ingênua Gigi toma um fora atrás do outro até sacar que os caras realmente interessados não fazem número. É possível que no final você volte acreditar no amor, porém de uma forma mais esperta e realista. Não só as solteiras tirarão proveito do filme. Uma das discussões mais bacanas, e talvez a mais profunda, diz respeito ao modelo de “casamento feliz” que temos hoje. Com Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Morgan Lily e Ben Affleck.

     
    Foto: Reprodução
    Às vezes é preciso encarar a verdade e parar de fantasiar:
    ele simplesmente não está a fim de você

    História de Nós Dois, 1999Bom para: lembrar dos valores e dificuldades que todo casamento tem
    Assista:
    sozinha ou com amigas
    Não há casamento que sobreviva por 15 anos sem altos e baixos. Quem está em um relacionamento estável se identifica com a crise conjugal de Ben e Katie, pais de dois filhos e em processo de separação. Será que mesmo com mágoas e desgaste vale a pena dar uma chance para resgatar o amor? Com Michelle Pfeiffer e Bruce Willis.

    Bom para: entender que o homem ideal não é o homem perfeito
    Assista: com as amigas solteiras

    Foto: Reprodução
    O cara certo pode usar as roupas erradas, como em "O Diário de Bridget Jones"

    O Diário de Bridget Jones, 2001
    Como tantas mulheres, Bridget tem resoluções para mudar o rumo de sua vida – e encontrar um namorado – depois do Ano Novo. Mas suas idealizações serão colocadas à prova quando ela começa a se relacionar com um homem que parece perfeito, mas não assume o romance entre eles. Será preciso perceber que o homem ideal é aquele que gosta dela como ela é, mesmo que ele tenha defeitos como usar roupas cafonas que ganhou da mãe. Com: Renée Zellweger, Colin Firth e Hugh Grant.


    Harry e Sally – Feitos Um Para O Outro, 1989
    Bom para: entender que é preciso de tempo, trabalho e autoconhecimento para um final feliz
    Assista:
    com as amigas ou o parceiro
    A personagem Sally ensina: amores verdadeiros e orgasmos falsos não são coisas que se revelam à primeira vista. Quando conheceu Harry a única coisa recíproca que eles tinham era a irritação. E assim como em relacionamentos fora das telas, o amor dos dois chegou sem fogos de artifício nem grandes revelações. O filme ajuda a lembrar que o amor não é mágico, mas as histórias de amor são. Com Meg Ryan e Billy Crystal.
    Closer – Perto Demais, 2004Bom para: perceber que é preciso fazer escolhas para manter um casamento
    Assista:
    sozinha

    Uma sequência de traições entre dois casais mostra que a tentação está sempre ao lado e, mesmo amando alguém, outras pessoas interessantes vão passar pela sua frente: trair, separar ou assumir um casamento são escolhas com consequências. É o que acontece com o jornalista Dan, dividido entre a paixão pela namorada stripper e o encantamento por uma fotógrafa que conhece. Não é possível ter tudo. Com: Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen.
    Foto: Reprodução
    “Closer” mostra as difíceis escolhas que o casamento traz

    As Pontes de Madison, 1995
    Bom para: entender que nem sempre o homem da sua vida é aquele com quem você vai viver
    Assista: com uma caixa de lenços de papel

    O casamento de Francesca não é lá estas coisas. Casada, mas solitária, a italiana passa os dias ocupada com os afazeres domésticos da fazenda onde mora com o marido. Quando um fotógrafo da National Geographic bate à porta para pedir uma informação, a vida da dona de casa muda - embora ela opte por continuar no mesmo lugar. Romance nem sempre enche barriga. Mas os quatro dias de sonho vividos por Francesca e Robert, o fotógrafo, são suficientes para embalar a vida dela até o fim. E para desencadear nas espectadoras um choro ainda mais copioso do que a tempestade que desaba na hora da difícil decisão de Francesca. Com Meryl Streep e Clint Eastwood.

    Foto: Reprodução
    Em "De Repente é Amor", Kutcher e Peet ensaiam, mas nunca engatam, uma relação

    De Repente é Amor, 2005
    Bom para:
    aprender a valorizar os encontros inesperados que a vida oferece
    Assista:
    com o melhor amigo ou amigas
    Oliver e Emily parecem não ter nada em comum. Ficam juntos assim que se conhecem, mas não engatam uma relação logo de cara: entre desencontros e muita cumplicidade eles passam anos esperando as condições perfeitas para uma relação: mas será que existe o momento ideal? Com Ashton Kutcher e Amanda Peet.

    Alguém tem que ceder, 2003Bom para: repensar os padrões e aparências da relação amorosa
    Assista: com o parceiro ou sua mãe
    É possível colocar na balança algumas expectativas em relação ao par perfeito assistindo o encontro entre um homens mais velho que só se relaciona com mulheres jovens e uma mulher mais velha que é conquistada por um homem mais jovem. Quem será a boa companhia para viver a vida e será que os estereótipos de casais perfeitos importa? O longa mostra que nunca é tarde para aprender a ser feliz de um jeito diferente do que você sempre planejou. Com: Jack Nicholson, Diane Keaton, Keanu Reeves e Amanda Peet.

    quinta-feira, 25 de agosto de 2011

    Beleza está em 7º lugar na lista de preferências dos solteiros

     

    Homens valorizam outras qualidades antes da estética, como fidelidade, sinceridade e romantismo


    Redação, iG São Paulo


    Uma pesquisa realizada com mais de dezoito mil solteiros de todo o Brasil mostrou que a beleza não é o fator mais importante para os homens que buscam uma parceira. De acordo com os dados divulgados pelo site de relacionamentos ParPerfeito, a “beleza física” ficou na sétima colocação do ranking que lista as onze principais qualidades desejáveis no sexo oposto. Fidelidade, sinceridade, determinação, romance e união são as cinco características mais procuradas por eles nas mulheres.

    Com relação ao tipo físico da mulher ideal, os números revelam que os homens apreciam formas mais harmônicas no corpo feminino, mas essa não é a questão central na busca de um amor. Para a pergunta “Que tipo físico você gostaria que sua parceira tivesse?”: 33% disseram que “tanto faz”; 23% preferem alguém “em forma”; 19% querem alguém com peso médio; 11% desejam as magrinhas; 7% valorizam aquelas que estão “um pouco acima” do peso; 4% gostam do corpo feminino “musculoso”; e 3% apontaram o tipo “pequeno” como preferido. Ninguém votou no tipo “muito acima do peso” como o melhor.

    Para conquistar uma mulher o visual é ainda menos importante. “Beleza física” amargou o décimo lugar no ranking delas. Contudo, problema mesmo é o desemprego: mais da metade (55%) não se relacionaria com um homem que não estivesse trabalhando no momento – enquanto apenas 11% deles se oporiam a namorar uma mulher desempregada.
    Confira o ranking das onze principais características que os homens solteiros buscam numa parceira:

    1º Lugar: "Alguém Fiel"
    2º Lugar: Sinceridade
    3º Lugar: “Pessoa decidida, que sabe o que quer da vida”
    4º Lugar: Romantismo
    5º Lugar: "Alguém que goste de cuidar de mim, de fazer tudo junto”
    6º Lugar: Personalidade idealista e sonhadora, “para construir uma vida realmente a dois”
    7º Lugar: Pessoa que valorize e mantenha sua beleza física
    8º Lugar: Alguém mais tradicional, que valorize a família e “goste de ficar em casa”
    9º Lugar: Pessoa divertida, descontraída e que “não valorize padrões estéticos”
    10º Lugar: Que goste de liberdade e saiba dar espaço
    11º Lugar: Tipo moderno, que curta lugares da moda
    Leitura para solteiros:
    Amor, casamento e filhos
    A pesquisa respondida anonimamente pelos usuários do site ParPerfeito revelou ainda outros anseios de homens e mulheres:

    - Na visão masculina a expressão “Eu te amo” quer dizer “Eu quero passar o resto da minha vida com você”, enquanto para a maioria das mulheres ela simplesmente demonstra que “Eu quero você na minha vida”.

    - Enquanto 58% dos homens querem ser pais, a proporção de aspirantes a mãe é bem menor: apenas 43% responderam ter esse desejo.

    - Está fora de moda a velha ideia de que mulher quer casar e homem não. Hoje a proporção de homens e mulheres que buscam o matrimônio é muito equilibrada, aponta o estudo.

    segunda-feira, 11 de abril de 2011

    A importância do beijo nos relacionamentos amorosos


    Ele não deve ser esquecido pelos casais que estão juntos há muito tempo
    IG

    Compartilhar: Na próxima quarta-feira (13) comemoramos o Dia do Beijo. É uma data simbólica, claro, mas que nos faz refletir: estamos beijando bem? Principalmente para os casados e namorados de longa data, essa é uma questão importante.

    Os tipos de beijos são muitos e para todos os gostos. Dá para se divertir com os mais variados estilos: tem o beijo “garganta profunda” – quando a língua quase toca a garganta do outro; o beijo “francês” – que é o beijo de língua que conhecemos; o beijo “Conde Drácula” – aquele que escorrega para o pescoço; o beijo escondidinho – quando a língua desaparece. E assim vai...

    Um estudo realizado em 2007, liderado pelo psicólogo Gordon Gallup e publicado na revista científica Evolutionary Psychology, revelou que durante o primeiro beijo na boca há uma troca de informações pessoais entre os casais, por meio dos sentidos e do subconsciente. Essas impressões sinalizariam aos pares sobre a possibilidade de sucesso na relação.

    Outros estudos tentam decifrar mais a respeito do beijo, que ao longo da história recebeu vários significados e é um aperfeiçoamento de atos de nossos antepassados.

    Você já beijou hoje?

    O beijo na boca é um ato de profunda intimidade. Por meio dele expressamos nossos sentimentos, emoções e desejos. Não é assim que retratam nos contos de fadas? A princesa beija o sapo e ele vira um príncipe!

    Sabemos que essa transformação mágica não ocorre na vida real, mas nem por isso o beijo é menos valioso. Enquanto beijamos, ficamos envoltos em nossas mais profundas emoções e fantasias e, por alguns segundos, somos princesas beijando príncipes.

    Ele está relacionado com a paixão e a libido, sendo geralmente o anúncio de uma relação sexual, principalmente para as mulheres que procuram combinar sexo e romance. O beijo faz parte do pacote de sedução e é indispensável nos momentos íntimos, pois ajuda na motivação para o sexo e promove uma sensação enorme de prazer no casal.

    A ausência do beijo na boca em uma relação amorosa sinaliza que alguma coisa mudou. Pode ser o sentimento que diminuiu? Nem sempre. Muitos casais continuam se amando, mas com o passar do tempo vão encurtando os encontros íntimos nos quais os beijos, as carícias e as falas secretas diminuem ou deixam de acontecer. O que resta é o sexo nu e cru.
    Nossos ancestrais viviam bem o sexo nesse formato. Já nós elevamos o beijo a um patamar mais importante. Essencial para o envolvimento sexual.

    Portanto, pense no que ficou para trás na sua intimidade conjugal e retome começando por esta prática que é uma fonte inesgotável de prazer.

    Feliz dia Internacional do Beijo!

    Visiste o site da Fátima Protti



    sábado, 9 de abril de 2011

    A dor da separação e cinco passos para recomeçar

    Relacionamentos não terminam do dia para a noite. Especialistas falam sobre como lidar com a fase difícil

    Andréia Martins, especial para o iG São Paulo

    Terminar um relacionamento não é tarefa fácil. A boa notícia é que a dor vai passar. Antes do alívio, porém, algumas fases serão inevitáveis. Raiva, negação, depressão e inquietação, as sensações podem partir e voltar. "O que machuca não é só a perda de um companheiro, mas o medo de ficar sem todo o pacote: a vida social, a segurança financeira, entre outras coisas", diz o psicólogo Ailton Amélio da Silva, professor da Universidade de São Paulo (USP).

    Segundo o psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, para muitos a separação é vivida como um momento de luto. Ele observa que o rompimento é ainda mais difícil para casais com filhos. “Prepare-se para um tsunami”, avisa sobre a provável devastação emocional.

    O músico paulista Eduardo Cunha, 32, sabe bem o que é isso. Um casamento feito às pressas, de cinco anos, deixou marcas que ainda não se apagaram, mesmo após dois anos. “Foi um casamento cheio de turbulências desde o início. Tivemos bons momentos, claro, como o nascimento do nosso filho, hoje com quatro anos. Mas ainda posso sentir o desgaste que a relação trouxe”, conta ele.

    É difícil quebrar o vínculo rapidamente com alguém que foi tão próximo. Porém, para a separação ser menos dramática, Ailton recomenda que as lembranças do antigo relacionamento sejam reduzidas. “Manter objetos, fotos e outras coisas do ‘ex’ em casa é sinal de que você ainda não se separou”.

    Há dez meses, a paulistana Marcela, 26, fez uma faxina na casa após o término do namoro. “Não queria nenhum vínculo”, diz. Determinada, a nutricionista se livrou de presentes e lembranças do ex-namorado. “Eu estava muito desconfiada, pessoas me diziam coisas sobre ele”, relembra. Diante de tantas suspeitas, o namorado não vacilou: terminou o namoro com ela.
    Foto: Getty Images Ampliar
    Isolamento é comum durante a separação

    Segundo Ailton, aquele que toma a iniciativa da separação – por vontade própria, sem que a descoberta de uma traição o empurre para isso – já está em vantagem porque escolheu o momento certo para encerrar o romance. Contudo, na maioria das vezes, quem termina também sofre. Do outro lado, é preciso, claro, sentir a perda para então superá-la de forma otimista, recuperando a individualidade e o gosto pela vida.

    Ferreira-Santos diz que o luto pela “morte” de uma relação tende a durar de seis meses a um ano. Em casos quase patológicos, pode chegar a dois anos. Sobre os primeiros meses após o término, Marcela conta: “Chegava a falar com a minha mãe umas três vezes por dia, durante horas, e só chorava. Foi um período muito difícil”, diz ela.

    Experiências determinam novos relacionamentos
    “Estabelecer novas relações foi complicado devido ao trauma e também à decepção por ter falhado. Acho que isso é comum, sentir culpa e frustração. Hoje saio com outras pessoas, mas certamente casar não está nos meus planos”, afirma Eduardo.

    Marcela conta que o término do namoro a deixou mais desconfiada em relação aos homens. “Demorei meses para conseguir sair com outra pessoa. E o que mais me deixava triste era saber que ele já estava saindo, mas eu não conseguia dar esse passo. Atualmente, se um cara me diz que vai jantar com os pais, por exemplo, eu já acho que ele está mentindo”, diz.

    Para o terapeuta Hemir Barição, professor de psicologia da PUC-SP, as pessoas devem controlar a ansiedade causada pela solidão. “É preciso ter paciência para não embarcar logo numa relação sem saber por qual motivo a outra não deu certo. A solução é acreditar em si mesmo e levar a vida adiante, mas agora, com uma experiência inesquecível nas costas”, aconselha.

    Cinco lições para recomeçar
    1. Não se apegue a lembranças: Quanto menos fotos, presentes e pertences do outro você deixar pela casa, mais suave será a ruptura. Topar com objetos faz relembrar cheiros, toques e sonhos. Os especialistas dizem que, depois da separação, as lembranças não precisam ser necessariamente apagadas, mas mantidas bem longe -- pelo menos por um bom tempo.

    2. Avalie os pontos frágeis do relacionamento: Colocar as cartas na mesa para você mesmo sobre o que poderia ter funcionado melhor no relacionamento pode ajudar na hora de buscar explicações para o término. Essa análise franca deve servir para promover um ponto final íntimo, e não para remoer mágoas e achar culpados.

    3. Curta o período de liberdade: Após a separação, é bom aproveitar a liberdade para conhecer novas pessoas, realizar antigos projetos ou simplesmente ficar na sua própria e ótima companhia. É o momento ideal para recuperar a individualidade antes de entrar em uma nova relação.

    4. Não caia na tentação de “trocar um santo pelo outro”: A velha história de curar um amor perdido com outro novo em folha nem sempre faz sentido. Fragilizada, a pessoa pode se magoar facilmente e estabelecer relações de carência e dependência.

    5. Não se culpe: A culpa prende ao passado. Um relacionamento é feito por duas pessoas que devem se dedicar de forma igual à relação. Por isso, não se deixe tomar por questionamentos como “onde foi que errei” ou “o que devo mudar”, pois nem sempre essas perguntas trazem respostas.

    Mas se nada disso adiantou para acalmar a dor, tenha em mente que provavelmente seu relacionamento de anos deu certo, ele só não foi eterno.

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