terça-feira, 4 de outubro de 2011

Quem se envergonha com facilidade é mais confiável, diz estudo

 

Você é daquele tipo de pessoa que fica constrangida por qualquer motivo? De acordo com pesquisadores americanos, isso é muito bom

 
NYT | IG


Foto: Getty Images Ampliar
"Níveis moderados de constrangimento
são sinais de virtude", afirma em nota o
principal autor do estudo, Matthew Feinberg

Pessoas que ficam facilmente constrangidas são mais confiáveis e generosas, de acordo com um novo estudo. "Níveis moderados de constrangimento são sinais de virtude", afirma em nota o principal autor do estudo, Matthew Feinberg, estudante de doutorado em psicologia na Universidade da Califórnia. "Nossos dados sugerem que vergonha é uma coisa boa, e não algo que você deve evitar." Os autores apontam que as descobertas se aplicam a níveis moderados de constrangimento, não sentimentos de vergonha ou ansiedade social extrema.



O estudo, publicado no site do Journal of Personality and Social Psychology em setembro, envolveu uma série de experimentos. Em um deles, os pesquisadores filmaram 60 estudantes universitários enquanto eles contavam histórias sobre um momento embaraçoso, como confundir uma mulher com excesso de peso com uma grávida. Os oradores foram classificados em como eles se sentiam envergonhados.


Em seguida, os alunos jogavam um jogo utilizado em pesquisas econômicas para medir a abnegação. Os pesquisadores descobriram que os participantes que mais se envergonhavam mostravam mais generosidade.

Em outro experimento, os pesquisadores perguntaram a 38 pessoas encontradas em um site de relacionamento com que frequência elas se sentiram envergonhadas e mediram o seu cooperativismo e generosidade com o mesmo jogo que os alunos haviam jogado.

Recursos valiosos

As descobertas podem ser úteis para pessoas que buscam parceiros confiáveis nos negócios e romance, disseram os pesquisadores. "Constrangimento é uma assinatura emocional de uma pessoa a quem você pode confiar recursos valiosos. É parte de uma habilidade social que promove a confiança e cooperação na vida cotidiana", disse o de estudo do co-autor, Robb Willer, psicólogo da Universidade da Califórnia, em comunicado à imprensa.


Os autores ressaltaram que mais pesquisas são necessárias para definir ou não se as pessoas excessivamente confiantes não são confiáveis.

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