sábado, 26 de novembro de 2011

Cientistas acham nova referência maia ao 'fim do mundo' em 2012




Texto foi encontrado no templo de Comalcalco . Foto: Divulgação
Texto foi encontrado no templo de Comalcalco
Foto: Divulgação
    Arqueólogos mexicanos descobriram a segunda referência ao "fim do mundo" que teria sido previsto pelos maias e que ocorreria em 2012. Até agora, especialistas afirmavam que havia apenas um achado que mostrava o fim do calendário do povo antigo. As informações são da agência AP.


    Em um comunicado, o Instituto Nacional de Arqueologia do México anuncia um debate sobre o assunto e admite existir uma segunda referência ao fim do calendário, um tijolo descoberto no templo de Comalcalco. O achado, afirma Arturo Mendez, representante do instituto, foi descoberto há alguns anos e foi submetido a um estudo completo, mas está guardado e não é exibido ao público.

    Contudo, entre os cientistas, há dúvida se o objeto realmente tem relação com o "fim do mundo" maia. "Alguns propuseram que é outra referência a 2012, mas eu não estou nem um pouco convencido", diz à agência David Stuart, especialista em epigrafia maia da Universidade do Texas.

    A data no texto descoberto bateria com o fim do 13º Baktun - ciclo maia que se encerraria em 21 de dezembro de 2012. Contudo, Stuart diz que pode corresponder apenas a alguma data similar no passado. "Não há razão para não achar que possa também ser uma data antiga, descrevendo algum evento histórico importante no período Clássico. Na verdade, o terceiro glifo no tijolo aparentemente deve ser lido como o verbo 'huli', 'ele/ela chega'", diz o pesquisador.

    "Não há verbo no futuro (ao contrário da inscrição de Tortuguero - a primeira descoberta), o que, do meu ponto de vista, coloca a data de Comalcalco mais como uma referência histórica do que profética", afirma o cientista.

    Ambas as inscrições - Tortuguero e o tijolo de Comalcalco - teriam sido criadas aproximadamente há 1,3 mil anos atrás. A primeira descreve algo relacionado ao deus Bolon Yokte (associado à guerra e à criação) em 2012, mas erosão e um rachado na pedra impedem a leitura do final da passagem, mas alguns cientistas acreditam que diga "ele irá descer dos céus". Ainda de acordo com a agência, no texto de Comalcalco os símbolos estariam invertidos ou cobertos com estuque, o que indicaria - por quem o escreveu - que eles não devem ser vistos.

    O instituto mexicano afirma que a ideia de fim do mundo em 2012 é apenas uma interpretação mal feita do calendário maia. Segundo os arqueólogos mexicanos, o tempo para o povo antigo era divido em longos ciclos e o texto de Tortuguero apenas indica o fim de uma era e o começo de outra.
     
    Fonte: Portal Terra

    sexta-feira, 25 de novembro de 2011

    Assistir filmes violentos coloca cérebro em modo de sobrevivência

     

    Pesquisadores descobriram que o estresse sentido ao assistir filmes de violência altera conexões cerebrais


    Alessandro Greco, especial para o iG

    Foto: Getty Images Ampliar
    Cenas violentas provocam uma redistribuição estratégica de recursos para áreas cerebrais ligadas a funções relacionadas a sobrevivência


    O cinema também pode mudar a forma como o nosso cérebro funciona.O estresse sentido ao assistir filmes violentos, por exempo, muda funções cerebrais afirma grupo de pesquisadores, liderado por Erno Hermans, da Universidade de Universidade Nijmegen Radboud, na Holanda.

    Em trabalho publicado nesta quinta-feira (24) no periódico científico Science pesquisadores demostraram que cenas violentas alteram as conexões entre diferentes regiões do cérebro. Eles fizeram um experimento no qual mostravam dois tipos de cenas de filmes (violentos e não violentos) a várias pessoas e analisaram as respostas do cérebro às imagens utilizando uma tecnologia de chamada ressonância magnética funcional que permite enxergar quais áreas do cérebro estão sendo ativadas em um determinado momento.


     
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    Os pesquisadores viram que há uma redistribuição estratégica de recursos para áreas cerebrais ligadas a funções relacionadas a sobrevivência. Eles inclusive conseguiram identificar que um hormônio relacionado ao estresse, a noradrenalina parece ser o responsável por essa reorganização cerebral. “Mostramos que a atividade da noradrenalina [..] na primeira fase da resposta ao estresse leva a uma realocação dos recursos neurais em direção a uma rede distribuída de regiões cerebrais envolvidas na atenção, vigilância e controle neuroendócrino”, afirmam os pesquisadores no artigo.


     
    (Com Denise Barros)

    quinta-feira, 24 de novembro de 2011

    Polo Três Rios: incentivos atraem 872 empresas a cidade fluminense

     


    Prefeitura zera impostos e promove mudanças na pacata vida de seus moradores




    Valmir Moratelli, enviado a Três Rios (RJ)


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      Uma cidade com pracinha e bancos de madeira distribuídos pela calçada arborizada entre uma igreja e o prédio da prefeitura. Seria esta a melhor descrição de Três Rios, no interior do Rio de Janeiro, quase três anos atrás. Mas muita coisa mudou. A pracinha ainda está lá, mas em frente à prefeitura está erguido um dos símbolos da renovação da cidade, um novíssimo Centro de Controle e Comando, todo espelhado, conectado a 50 câmeras espalhadas pela cidade. Coisa de primeiro mundo.

      Foto: Divulgação Ampliar

      A fábrica da Nestlé foi inaugurada no dia 18 de novembro


      Três Rios, a 104 km do Rio de Janeiro, se tornou um verdadeiro polo industrial que tem transformado a paisagem e o modo de vida de seus cem mil moradores. Há obras por todos os lados. Esta repaginada é guiada pelos incentivos fiscais e atrativos empresariais que o governo municipal passou a distribuir desde fevereiro de 2009. Até o momento 872 empresas mudaram seu endereço para a cidade do interior fluminense, sendo 104 indústrias de médio e grande porte, 92 de pequeno porte e o restante empresas de serviços e comércio. E o fluxo não para. Na sexta-feira (18), foi inaugurada a maior fábrica de laticínios da Nestlé no Brasil em uma área de 95 mil metros quadrados.

      O governo do estado já permitia, desde 2002, 2% de alíquota fiscal (ICMS) para os municípios. A prefeitura de Três Rios resolveu ir além. Estão no pacote de incentivos: isenção total de IPTU por 25 anos, isenção de taxa de obras, redução do ISS a 2%, facilitação do poder público em desapropriar áreas com subsídios habitacionais, criação da Companhia de Desenvolvimento atrelada à Secretaria de Indústria e Comércio, além da desburocratização da relação público e privado.


      “O problema é dos outros 43 municípios que sentaram em cima dos 2% dados pelo governo estadual e estão esperando até hoje pelas indústrias. Pensei que isso não seria suficiente e resolvemos entrar na briga dando muito mais”, diz Vinicius Farah (PMDB), prefeito de Três Rios. Ex-jogador de futebol do time de base do Flamengo da década de 70, Farah quer mais. “Estamos fazendo de Três Rios a capital do interior fluminense”, diz ele, enfatizando que não recebe royalties do petróleo.

      Foto: George Magaraia

      Obras para facilitar o trânsito na cidade


      “Agressividade” do mercado

      Festejada com a presença do governador Sergio Cabral e de uma comitiva de políticos, a fábrica da Nestle recém-inaugurada emprega mil trabalhadores. Espera-se que impulsione o ressurgimento da bacia leiteira que, nas duas últimas décadas, estava à míngua. A fábrica começa com uma produção de 200 mil litros de leite por dia, tendo capacidade para um milhão. Foram investidos R$ 200 milhões na construção às margens da BR-040, que corta o município.

      “Todo o apoio recebido foi essencial para escolhermos Três Rios como sede da fábrica. O prefeito foi o mais agressivo, de uma velocidade ímpar, anormal para o nosso País, a fim de colocar em prática a recuperação da indústria do leite na região”, disse Ivan Zurita, presidente da Nestlé, durante a inauguração.


      Foto: George Magaraia Ampliar

      Construção de objetos de fibras visando à Copa


      Em frente à fabrica de laticínios, no outro lado da rodovia, a Latapac já se instalou para produzir latas de alumínio. Na TTR Vidros, em funcionamento há dois anos, são 70 empregados lapidando 15 mil metros quadrados de vidro por mês. O gerente da empresa Michael Kalia diz que já há planos para expansão. “O investimento foi alto, cerca de R$ 20 milhões. Ainda não deu lucro, mas já começamos as obras para aumentar o tamanho da fábrica, a maior da região serrana do estado”, diz.

      Bancos do Maracanã

      A Pifer (projetos de Interiores Ferroviários) que chegou antes e está há oito anos no município, atraída pelos incentivos fiscais (o setor ferroviário tem 0% de ICMS), segue em expansão. Ana Carolina Campos, diretora administrativa da maior indústria do setor, faz planos para fabricação de bancos para o novo Maracanã e de outros estádios da Copa do Mundo de 2014. “Compramos as máquinas que custam mais de R$ 1 milhão. Também queremos fazer o revestimento interno dos veículos BRT, que vão rodar pelo Rio de Janeiro”, planeja. Para tanto, só no último ano foram investidos R$ 2 milhões. O faturamento, segundo ela, fechou em R$ 18 milhões.

      No Condomínio Industrial, uma área particular de 236 mil metros quadrados, 35 galpões estão ocupados há quatro anos e meio com diversas fábricas – de reforma de vagões à fabricação de plástico. “E há fila de espera”, garante Fernando Rego, gerente do local, que emprega quase mil pessoas.


      Foto: George Magaraia

      Condomínio Industrial, uma área particular alugada para diferentes empresas

      Mais empresas chegando


      Entre as próximas indústrias que estão se encaminhando para aportar em Três Rios está a cervejaria Serpa. Repleta de benefícios fiscais, a empresa, cuja mantenedora tem sede na Alemanha, vai investir R$ 220 milhões na nova fábrica e prevê geração de 1300 empregos diretos. O terreno para a construção já está definido – uma área equivalente a 150 mil metros quadrados.

      A NeoBus, terceira maior empresa de carroceria de transporte coletivo do País, após um longo processo de negociação, fechou com Três Rios. Com investimentos em torno de R$ 95 milhões, deve gerar 1500 empregos diretos e ocupar uma área de 70 mil metros quadrados.

      Além disso, duas novas redes de hotéis estão em processo de finalização de projetos com a cidade. A quase inexistente rede hoteleira na cidade é, aliás, um gargalo no desenvolvimento local. Isso porque simplesmente não há quartos disponíveis nos poucos hotéis na região.

      Criminalidade diminuiu 51% em seis meses

      Se já não bastassem os impactos das mais de 800 empresas no município, todo o escoamento do SuperPorto do Açu, que Eike Batista constrói em São João da Barra, passará por ali. O prefeito Vinicius Farah diz que se preparou para o que viria a acontecer com o município após a queda à taxa zero de impostos. Há cerca de cinco anos Três Rios tinha crescente taxa de homicídios, trânsito complicado em suas ruas apertadas e uma mão de obra totalmente voltada ao trabalho rural, até então principal característica econômica da região.

      Foto: George Magaraia Ampliar

      Centro de Controle e Comando recentemente inaugurado na praça central
      Para a questão da violência, foi construído o Centro de Comando e Controle, aquele que divide a paisagem com a pracinha e a igreja. As polícias Civil e Militar, juntas, monitoram 47 câmeras fixas e três móveis espalhadas pela cidade. Segundo dados da Secretaria de Segurança, a taxa de criminalidade caiu 51% nos últimos seis meses e houve um aumento de 470 vezes na apreensão de drogas.

      Para o problema do trânsito e já antevendo sua complicação, com o aumento da frota de veículos, foi construída a primeira ciclovia do município e o deslocamento do fluxo de carros para longe do centro. Quanto à qualificação da mão de obra, as escolas municipais passaram a ter cursos técnicos noturnos, formando 2500 alunos por ano. A partir de janeiro, será inaugurado o CVT (Centro de Vocação Tecnológica), com 16 cursos, para atender 3600 alunos por ano.

      O plano diretor da cidade também foi alterado. Uma área é destinada a comércio, outra para indústrias e a terceira para residências. “Não foi fácil convencer o senhorzinho que há oitenta anos passa com seu carro na mesma rota, que agora ele precisaria aprender a fazer um novo caminho. Mudamos a direção das ruas, para dificultar o uso dos carros e forçar que as pessoas caminhem ou usem bicicleta”, diz o prefeito. O plano deu resultado.

      Problemas no percurso

      Mas ainda há muito que se fazer. Três Rios tem 11% de analfabetismo. Mesmo que não haja favelas, há várias ruas sem asfalto. Passando pela BR-040, no trecho do município, avista-se um lixão, que caminhões fazem uso de forma irregular. A prefeitura diz que já foi liberada uma verba de R$ 14 milhões do governo do estado para a construção de um aterro sanitário. As obras devem começar no começo do ano.


      Foto: George Magaraia

      Lixão às margens da rodovia federal 040, que corta o município
      Com o aumento da procura por imóveis, a especulação imobiliária tem faturado alto na região. O aluguel de um apartamento de dois quartos não sai por menos de R$ 1500, além das taxas de condomínio. Se for com vista para o rio, na avenida Beira-Mar recentemente reformada com nova iluminação e quadras poliesportivas, o aluguel de uma cobertura sobe para R$ 4000. A massoterapeuta Elizabeth Teixeira mora há quatro meses em Três Rios. Seu marido é chefe de Recursos Humanos da Nestlé. A família veio de Salvador. “Me surpreendi com o bom comércio, mas os preços estão muito salgados”, diz.

      Foto: George Magaraia Ampliar

      Aline Lopes se mudou no começo do ano com as filhas e o marido


      Estimativas dão conta de que 80% dos empregados nas empresas são moradores locais. Mas basta andar um pouco pela cidade para perceber que também há muita gente de fora. E a maior reclamação é a falta de opções de lazer. “É uma cidade ainda tranquila, gostosa de se morar. Mas não tem muito o que fazer nos fins de semana”, reclama a carioca Aline Lopes, que se mudou no começo do ano para o município acompanhada do marido, transferido para uma fábrica local.

      Só há uma sala de cinema aberta e um teatro, em um prédio da década de 60, que não tem programação regular. Resta aos trirrienses o passeio no final de tarde pela pracinha central, com o sorveteiro e o pipoqueiro típicos de qualquer cidade do interior. Pelos arredores passam os ônibus da Progresso, empresa que atua com linhas intermunicipais, e que leva no nome há cinco décadas o que só agora parece ter finalmente chegado a Três Rios.

      quarta-feira, 23 de novembro de 2011

      Brasil perde para outros Brics na hora de proteger suas florestas

       


      Estudo mostra que, com novo Código Florestal, país está na contramão de China, Índia e Rússia, que investem em mais proteção


      BBC Brasil | IG
       
      Foto: Getty Images
      Segundo estudo do Imazon, Brasil está ficando para trás na
      proteção de suas florestas

      O Brasil está atrás de China, Rússia e Índia no combate ao desmatamento e na recuperação da área florestal perdida. Esta é a conclusão de um estudo organizado pelo instituto brasileiro Imazon e o Proforest, ligado à Universidade de Oxford, que estudo comparou a situação em 11 países e mostra que nos quesitos preservação e reflorestamento o Brasil está perdendo a corrida com outros países dos Brics.
      O estudo, divulgado no momento em que o Senado debate os termos do novo Código Florestal quanto ao tratamento de áreas verdes do país, compara a forma com que o Brasil e outros países lidam com o tema e analisa o que está sendo feito de suas florestas. Entenda as principais polêmicas do Código Florestal.

       
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      Se colocados lado a lado, os dados mostram que, enquanto China, Índia e Rússia têm criado leis para proteger suas florestas e agem para recuperar o que já foi devastado, o Brasil segue na contra-mão, desmatando mais do que é reflorestado.

       
      O levantamento, denominado "Um Resumo do Status das Florestas em Países Selecionados", verificou um padrão semelhante nos países analisados. Primeiro, passam por intenso processo de desmatamento, normalmente quando estão se desenvolvendo, para abrir espaço para a agricultura e explorar matérias-primas.

      Em seguida, essa devastação é interrompida por fatores que vão da escassez dos produtos florestais à preocupação ambiental. Começa então uma curva ascendente, com políticas de proteção ambiental e reflorestamento.

       
      Fundo do poço

       
      Para Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon e coordenador do levantamento no país, o Brasil está longe de acompanhar os outros Brics.



      "Estamos atualmente no fundo do poço e um desses bem profundos, porque quando ainda é pobre, o país dilapida suas florestas, mas à medida que se torna emergente, começa a mostrar uma curva ascendente", disse Veríssimo à BBC Brasil.

       
      "Estamos atualmente no fundo do poço e desses bem profundos, porque quando ainda é pobre, o país dilapida suas florestas, mas à medida que se torna emergente, começa a mostrar uma curva ascendente. Mas o que vemos aqui não é nada disso. O Brasil já é emergente e continua caindo, já que perde mais florestas do que planta," explica Adalberto Veríssimo, pesquisador sênior do Imazon.

      "Mas o que vemos aqui não é nada disso. O Brasil já é emergente e continua caindo, já que perde mais florestas do que planta", afirma o pesquisador, lembrando que se originalmente o país tinha 90% de seu território coberto por florestas, hoje essa proporção é de 56%.

      O exemplo mais contundente talvez seja a China, que com um amplo programa oficial superou a fase de devastação intensa e já conseguiu recuperar suas florestas, apesar de ainda serem limitadas. Segundo dados da FAO, a cobertura florestal do país em 1950 não chegava nem a 10% do território, enquanto hoje ocupa 22%.

      "O principal interesse chinês é impulsionar sua economia e criar uma reserva estratégica para o país, protegendo, por exemplo, áreas como as que têm recursos hídricos", afirma Veríssimo.

      A legislação da China impede que florestas sejam suprimidas em prol de mineração ou projetos de infraestutura e só abre exceções mediante a autorização governamental e pagamento de taxa de restauração ambiental.

       
      Curva ascendente


      Já a Rússia, país com maior cobertura florestal do mundo, ampliou essa área em 15% em 60 anos e hoje tem quase metade de seu território coberto por florestas. O crescimento deve-se a uma melhoria na legislação, também resultado da menor dependência da área rural.

      Segundo o estudo, a Índia também já começou avançar rumo ao reflorestamento, embora em um nível bem mais tímido, de 21% para 22%. Mas o pesquisador lembra que os entraves indianos são muitos mais duros do que os brasileiros, já que eles vivem em território muito menor que o nosso com uma população cerca de seis vezes maior.
       

      O estudo do Imazon e da Proforest, que incluiu também países europeus e da América do Norte, deixa claro que para fazer progresso nessa trajetória de recuperação ambiental são precisos incentivos do governo.

      Setores ruralistas rejeitam as conclusões do estudo pois acreditam que a falta de incentivo governamental no Brasil invalida as comparações. Eles alegam que o estudo põe lado a lado países que não são comparáveis, justamente por receberem benefícios em prol da conservação ambiental

      "Esse estudo é uma interpretação parcial dos dados, porque mostra que países que, após devastarem quase toda a área verde que tinham, vêm replantando com recursos obtidos na forma de incentivos financeiros e indenizações para áreas que deixam de produzir alimentos", disse à BBC Brasil, Assuero Veronez, vice-presidente da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária).

      "E não podemos comparar isso com a nossa legislção, que apenas restringe o uso sem qualquer tipo de indenização ou compensação ao proprietário."

      terça-feira, 22 de novembro de 2011

      Sexo regular pode ser a chave dos casamentos felizes na 3ª idade

       


      Quase 60% das pessoas que faziam sexo mais do que uma vez por mês declararam-se muito felizes com a vida e com o casamento


      NYT | IG
       
      Foto: Getty Images Ampliar
      Quanto maior a frequência sexual mais predispostos os casais ficaram a definir seu casamento como feliz e a acharem a vida em geral mais satisfatória
       
      Um novo estudo realizado entre casais americanos revela que ter uma vida sexualmente ativa está diretamente associado a satisfação com o casamento e com a vida em geral.

      Essa revelação foi feita com base na análise das respostas das 238 pessoas, com idades a partir de 65 anos, que fizeram parte do General Social Surveys de 2004 no EUA.


      Quanto maior a frequência da atividade sexual mais predispostos os casais ficaram a definir seu casamento como feliz e a acharem a vida em geral mais satisfatória. A associação entre vida sexual e felicidade se manteve, mesmo quando outros fatores, como idade, gênero, estado de saúde e situação financeira foram isolados.


      Sexo mais de uma vez por mês

      Quase 60% das pessoas que faziam sexo mais do que uma vez por mês declararam-se muito felizes com a vida e com o casamento, comparado com 40% das pessoas que não praticavam sexo há um ano ou mais.
       
      Os resultados foram apresentados no encontro annual da Sociedade de Gerontologia da América, realizado em Boston, no dia ultimo dia 20 de novembro.

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      “Esse estudo vai ajudar a abrir linhas de comunicação e vai incentivar o aparecimento de estratégias inovadoras para lidar com a sexualidade na maturidade”, avalia a autora do estudo, Adrienne Jackson, professora- assistente na Florida Agricultural and Mechanical University.

      “Sublinhar a relação entre sexo e felicidade vai nos ajudar a desenvolver e a organizar intervenções específicas no âmbito da saúde pública para esse segment crescent da população”, Jackson conclui.
       
      Felicidade

       
      Os participantes do estudo tinham que responder à seguinte pergunta para avaliar a frequência da sua atividade sexual: “Quantas vezes você teve relações sexuais nos últimos 12 meses? Por ‘relações sexuais’, entenda-se sexo vaginal, oral ou anal”.

      Os participantes também eram convidados a responder às seguintes perguntas sobre felicidade em geral e felicidade no casamento: “De modo geral, como você definiria sua vida hoje? Muito feliz, feliz, não muito feliz?” E “De modo geral, como você descreveria seu casamento” Muito feliz, feliz, não muito feliz?”
       
      Como o estudo foi apresentado durante um evento medico, os dados e as conclusões são considerados como sendo preliminaries até a publicação do estudo em uma revista especializada.


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